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Estado de Minas

Moradores de BH vão às ruas contra a violência

Amigos e parentes de motorista atropelado por rapaz em Nova Lima fazem carreata para pedir paz no trânsito e exigir mais rigor das autoridades contra quem bebe e dirige


postado em 26/08/2012 07:33

Com faixas e cartazes, manifestantes cobraram o cumprimento da Lei Seca(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Com faixas e cartazes, manifestantes cobraram o cumprimento da Lei Seca (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)


Protesto em defesa da vida, contra a violência nas ruas e pelo fim da trágica união de álcool e volante. Motoristas de vans participaram, na tarde de ontem, no Centro e bairros de Belo Horizonte, de uma carreata para alertar autoridades e população sobre a criminalidade no trânsito e suas consequências para as famílias das vítimas. O movimento foi organizado pelos amigos e parentes de Wellington Ribeiro de Faria, de 60 anos, morto, por atropelamento, na madrugada do dia 5, em Nova Lima, na Grande BH. Ele estava trabalhando próximo a uma boate, esperando jovens que se divertiam na balada e não se atrevem a voltar dirigindo para casa, quando Hudson Eduardo Silva, de 18 anos, que está preso, acompanhado de dois amigos, acelerou e jogou seu carro, um Fiat Mille, contra um grupo de pessoas, atropelando três delas. Wellington, casado, pai de três filhas e avô de um menino, morreu na hora.

“É preciso que as pessoas tenham bom comportamento nas ruas, e não depois que são presas por estar dirigindo embriagadas e matar pessoas”, disse um parente do motorista, lembrando o desespero que a família fica ao perder, de forma violenta, uma pessoa querida. “Essa situação não pode ser esquecida, pois todos ainda choram muito pela morte de Wellington”, afirmou. A carreta durou cerca de duas horas, e começou, às 14h, no Bairro Lagoinha, na Região Noroeste, passou pela Centro-Sul, nas avenidas Afonso Pena, Bandeirantes, Uruguai, Nossa Senhora do Carmo, Cristóvão Colombo, Augusto de Lima e Amazonas e Antônio Carlos, até voltar ao ponto inicial, em frente ao Conjunto IAPI. Durante todo o percurso, os motoristas foram acompanhados por batedores da Patrulha de Trânsito (Patran).

“Estou aqui por solidariedade à família de Wellington, pois sou muito amigo de todos. É preciso chamar a atenção da comunidade para os perigos do trânsito”, disse o administrador de empresas Alexandre Costa, que seguiu a carreata no seu veículo. O motorista de uma van escolar, que preferiu não se identificar, afirmou que os riscos são constantes não só para os condutores como também para os passageiros. Nas faixas nas laterais das vans estava estampada a gravidade dos problemas diários: “Bebida e volante. Uma arma que acaba com a vida de quem vai e de quem fica. Onde está a lei seca? Esse crime tem que acabar”.

Confusão

Os atropelamentos em série ocorreram por volta das 4h30. Segundo a polícia, seguranças puseram o jovem acusado e os dois amigos para fora da boate, na Rua Senador Milton Campos, Bairro Villa da Serra, depois que eles se envolveram numa confusão com outros frequentadores. Os três estariam conversando com uma mulher, quando o acompanhante dela chegou, vindo daí o desentendimento. Do lado de fora, a confusão continuou e os três entraram no seu carro. Sem carteira de habilitação, o jovem arrancou em velocidade, subindo a Rua Senador Milton Campos. Nesse momento, um rapaz, que estava na via pública foi atingido e caiu no asfalto. O motorista seguiu cerca de 100 metros acima, mas teve que retornar porque a via termina numa rotatória.

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Na volta, o motorista teria descido a via em velocidade, quando atropelou Wellington. Arremessado a uma distância de sete metros, a vítima teve as duas pernas fraturadas e morreu antes da chegada do socorro. Os outros atropelados foram levados para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS).



Enquanto isso, rodovias sem fiscalização
No mesmo dia em que motoristas de vans foram às ruas de Belo Horizonte pedir paz no trânsito, nos três postos da Polícia Rodoviária Federal próximos à capital, como em Sabará, na BR-381 (foto), agentes da PRF em greve não fiscalizavam os veículos que circulavam pelas BRs que cortam o estado. Eles estavam nos postos de trabalho, mas não pararam nenhum veículo, abrindo brechas para o deslocamento de criminosos e excessos e imprudências de condutores alcoolizados. A única ocorrência registrada pelos policiais foi a colisão entre dois veículos na BR-040, próximo a Curvelo, que resultou na morte de três pessoas.


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